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Maio 01, 2009

15 anos, 15 fotos

São Paulo, Brasil - Falar de Ayrton Senna é difícil, e muita gente boa na blogosfera saberá expressar em palavras os sentimentos intensos vividos naquele 1º de Maio de 1994. De minha parte, posso apenas dizer que se hoje sou um apaixonado pela Fórmula-1 e me dou ao trabalho de escrever diariamente linhas intermináveis neste blog, tenho um gigantesco arquivo de fotos, coleciono corridas em VHS e passo horas vasculhando na Internet vídeos históricos a respeito dos grandes momentos da categoria, tudo isso ocorre graças ao talento arrebatador desse brasileiro que deixou um enorme vazio na categoria e no coração dos fãs de automobilismo, desde que partiu.

Eu sou um desses fãs. E como um fã de Ayrton, não poderia deixar de prestar a ele minha homenagem pelos 15 anos de sua morte. O piloto genial partiu, mas o mito não morrerá jamais. Assim como jamais morrerão Jim Clark, Gilles Villeneuve, Ronnie Peterson, Jochen Rindt...

De 1983 a 1994: nascimento, auge, fim e posteridade de um tricampeão imortal (clique sobre as imagens para ampliá-las).

"É hoje."
(Ayrton Senna, sobre seu primeiro contato com um carro de Fórmula-1, o Williams-Ford FW08C. Senna foi mais rápido que o campeão mundial Keke Rosberg, e bateu o recorde da pista de Donnington Park.)


"A Fórmula-1 é um tempo perdido se não for para vencer."
(Ayrton Senna, sobre a necessidade constante de vencer. Em 1984, a bordo do gigantesco Toleman-Hart, Senna elevou o status da equipe, alcançou três pódios e mostrou seu cartão de visitas no GP de Mônaco. Começava a surgir o mito.)


"Na última volta desapertei o cinto de segurança, tal era minha euforia de levantar e comemorar a primeira vitória na Fórmula-1."
(Ayrton Senna, sobre sua primeira vitória. Foram necessárias apenas 17 provas para que o brasileiro vencesse pela primeira vez, debaixo de uma tempestade, no GP de Portugal de 1985 (foto), já a bordo da Lotus.)


"Meus ídolos como piloto sempre foram Niki Lauda e Gilles Villeneuve. O primeiro pela frieza; Villeneuve, pela agressividade."
(Ayrton Senna, sobre seus ídolos. Em 1986, chegou à marca de 4 vitórias na carreira e terminou o mundial na 4ª posição, com 55 pontos.)


"A Lotus me deu a primeira vitória na Fórmula-1. É uma equipe que permanecerá para sempre em meu coração."
(Ayrton Senna, em seu último ano pela equipe Lotus. Mais duas vitórias em 1987, e a melhor posição no mundial de pilotos até então: 3º colocado.)


"Primeiro, era chegar à Fórmula-1. Depois, fazer uma pole, vencer uma corrida, ser campeão. Aos poucos, fui preenchendo todos esses sonhos."
(Ayrton Senna, sobre seus objetivos e feitos na carreira. O ano de 1988 marcou sua estreia na McLaren e foi mágico: 8 vitórias, 13 pole-positions e o primeiro título mundial.)


"É irreal pensar que vou vencer sempre, mas sempre espero que a derrota não venha neste fim de semana."
(Ayrton Senna, sobre as próprias expectativas acerca de seu desempenho. Em 1989, além de cometer erros decisivos, o brasileiro foi claramente prejudicado pela FIA no episódio do GP do Japão. Seu grande rival, Alain Prost, ficou com o título daquele ano.)


"Dedico essa corrida a quem me fez perder o mundial de 89."
(Ayrton Senna, após o GP do Japão de 1990. Em Suzuka, Senna "deu o troco" em Alain Prost e, em uma manobra pra lá de polêmica, conquistou o bicampeonato mundial.)


"Se depender de mim, vocês, jornalistas, irão esgotar os adjetivos do dicionário."
(Ayrton Senna, demonstrando sua característica autoconfiança. Com 8 poles e 7 vitórias, o brasileiro derrotou Nigel Mansell e chegou ao tricampeonato mundial.)


"O importante é ganhar. Tudo e sempre. Essa história de que o importante é competir não passa de demagogica."
(Ayrton Senna. novamente falando sobre seu 'vício' pelas vitórias, que rarearam em 1992: foram apenas três, nas etapas de Mônaco (foto), Hungria e Itália.)


"Quero fazer algo especial. Todo ano alguém ganha o título. Eu quero ir além disso."
(Ayrton Senna, sobre a necessidade de ser "imortal". Em 1993, Ayrton atingiu seu objetivo: foi vice-campeão, mas deu verdadeiras aulas de pilotagem - sobretudo em Interlagos e em Donnington Park. Na Austrália (foto), última prova da temporada, a 41ª e última vitória de sua carreira.)

"Tenho medo da morte e da dor, mas convivo bem com isso. O medo me fascina."
(Ayrton Senna, sobre a morte à qual se expunha na Fórmula-1. Senna passou dois anos sonhando com a Williams-Renault. Em 1994, o sonho virou pesadelo.)


"Era uma parte da minha vida que estava sendo tirada de mim."
(Alain Prost, sobre a morte de Ayrton Senna, com quem havia se reconciliado definitivamente justamente no dia 1º de Maio de 1994, durante o warm-up para o GP de San Marino.)


"Acabou."
(Galvão Bueno, após a confirmação da morte de Ayrton Senna. Na etapa seguinte do mundial de 1994, em Mônaco, todos os pilotos do grid (foto), consternados, homenagearam Senna.)


GP da Bélgica de 1994

15 comentários:

  1. A última foto, de Rubens Barrichello, não deixa de ser irônica...

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  2. Bela homenagem e belas fotos, Hugo. Parabéns.
    Nem entro no assunto Barrichello. Concordo com o que disse lá no ínicio, Senna também marcou minha infância e quando morreu, deixou vivo em mim essa paixão, que vive até hoje. O melhor das frases é notar a autoconfiança, fruto de muito trabalho, talento e dos resultados.
    Abraços.

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  3. Grandisimo articulo, me encanta, sin duda alguna hoy es un dia muy triste, la perdida de Senna marco un antes y un despues en al F1.
    Yo tambien he hecho un articulo, diciendo lo que pasó en su muerte.
    Un saludo.

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  4. Sin duda alguna un dia muy triste, para el automovilismo mundial, dado que la perdida de sena marco un antes y un despues en la f1.
    Un saludo.

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  5. Muito bonita a homenagem ugo! uma das melhores que eu vi até agora!
    La no meu blog postei um conteudo sobre senna
    de uma passadinha la
    o endereço é griddavelocidade.zip.net

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  6. Hugo, parabéns pelo belo trabalho neste post. Quanto a Senna é gênio.

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  7. Hugo,
    Ficou muito legal o post!
    Parabéns

    1abraço

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  8. Me lembro quando a globo mostrou esta penultima foto sendo feita.
    Foi um Gp triste em Monaco. Como nunca vi igual no principado.
    Belissima seleção de frases.

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  9. Maravilhosas essas fotos, além de estarem em grande formato. Ótima lembrança.

    A minha preferida, no entanto (e isso não deixa de ser irônico) é a última. Claro que foi escrito por mão humanas, mas parece um grito mudo que a própria pista de Spa Francochamps está a soltar...

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  10. Adorei a seleção cronológica de foto e frases anexas...

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  11. Sensacional post, como de costume, meu caro Becker.

    RIP Senna.

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  12. Belo formato da coletânea, Hugo...
    Esses registros em ordem cronológica são sempre interessantes.

    Se o nó na garganta não desaparece com o tempo, imagina a sensação dos pilotos em Mônaco, que iriam correr pela primeira vez após uma morte tão simbólica.

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  13. Hugo... Fantástico!!!

    Meu primeiro comentário por aqui. Aliás, só tenho a agradecer a visita. Inclusive, já linkei seu blog por lá também. Bom, dentre todas as imagens postadas por vc, a que mais me chama a atenção, são os pilotos perfilados, segurando uma bandeira que ficou bastante conhecida pelos autódromos da Europa. Toda santa corrida, estava ela lá, tremulando na mão de algum finlandês, alemão, austríaco e etc. Isso no Senna era fantástico. Um verdadeiro embaixador do Brasil, equiparando-se, durante algum tempo, a seleção brasileira. Talvez, nesse GP, foi onde dei conta que o Senna não faria mais parte de tudo aquilo. Difícil, para alguém que havia acompanhado toda sua carreira...

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  14. Simples, claro e directo. Parabéns, Hugo!

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  15. fantástico msm, excelente post Hugo! Parabéns, de fato... o nó na garganta não desaparece nunca, nem msm após tanto tempo :(

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