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Maio 11, 2009

Notícias de Segunda


São Paulo, Brasil - O novo teto orçamentário de Max Mosley para a Temporada 2010, algo que prometia um grid com pelo menos 26 carros já na abertura do próximo campeonato, não vai vingar - da mesma forma como não vingou o critério de decidir o campeão mundial por número de vitórias, e não por pontos.

A proposta do campeão por número de vitórias durou menos de uma semana e simplesmente desapareceu do site da FIA, graças à oposição frontal das equipes - as mesmas equipes que agora se posicionam contra o limite orçamentário, alegando que a diferença gerada pelo novo regulamento criará uma divisão da categoria, "duas em uma", o que é um argumento válido, já que o sr. Mosley, tal qual um garotinho de dois anos, tem o mérito de saber falar algumas palavras mas parece não saber formar frases. Cria uma regra cuja essência é excelente, mas cujos detalhes são controversos e incoerentes. E nada menos do que Toyota, Ferrari, Renault, Red Bull, BMW Sauber e McLaren já se posicionaram contra esse limite orçamentário, ameaçando até mesmo abandonar a Fórmula-1 caso o limite entre em vigor.

A data limite para a confirmação das equipes para 2010 se encerra no final de Maio, com confirmação oficial em 12 de Junho. Ou seja, ou a FIA volta atrás e anula o novo regulamento, ou a Fórmula-1 perde suas seis equipes mais ricas e tradicionais. Conclusão: a regra não vai passar. Podem apostar. E o grid continuará enxuto, infelizmente.


- A Mercedes-Benz, vejam só, pretende estampar sua logomarca nos carros da Brawn GP já a partir das próximas provas do campeonato. Sabe aquela pessoa solitária que subitamente ficou famosa e de repente se vê cercada de "amigos" por todos os lados? Pois é. Após quatro vitórias em cinco provas, subitamente, todos querem ser amiguinhos de Ross Brawn. Afinal de contas, negócios são negócios...

- O site Grande Prêmio noticiou hoje o interesse da equipe espanhola Epsilon Euskadi em ingressar na Fórmula-1 já a partir da próxima temporada. Há 13 dias, o BRF1 noticiou exatamente o mesmo fato, conforme você pode conferir clicando aqui.

- Rubens Barrichello foi notícia em vários blogs e sites brasileiros ontem, por conta de suas declarações a respeito da vitória de Jenson Button e sobre um possível indício de favorecimento da Brawn GP ao piloto inglês. Não vou entrar nesse mérito, já que há um jogo mútuo entre Barrichello e a imprensa brasileira: a repercussão de suas declarações infelizes é tão grande que talvez sirva de motivação para que o brasileiro continue sendo tão patético quanto vem sendo nos últimos 9 anos. Ross Brawn foi claro e disse que o brasileiro foi "lento, muito lento" após seu segundo pit-stop.

Um cara com a experiência e o calibre de Brawn não precisa inventar historinhas com a simples intenção de denegrir a imagem de Barrichello, afinal de contas, acredito que ele tenha coisas mais importantes a fazer do que se preocupar em destruir a imagem do brasileirinho que luta contra todo esse mundão - até por que tal imagem já está destruída. Ross conta com dois funcionários: um corresponde e o outro não. Curiosamente, um diminui as expectativas em torno de si e se surpreende com cada pole e vitória, e o outro chama para si todas as expectativas possíveis e sempre decepciona.

Não há perseguição - nem por parte da imprensa, nem por parte dos torcedores e muito menos por parte da equipe: Button é melhor que Barrichello, e azar de quem torce para o bocudo brasileiro.

3 comentários:

  1. a analogia ficou sensacional, quanto a Brawn. E a Fota tornou-se forte, já consegue vetar o que não interessa aos grandes fabricantes.

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  2. para o meu azar neh...
    uheuheuhueheuhueheuuh


    bjoooos

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  3. Duas coisas estranhas: O Fato da Williams dizer que corre com qualquer que seja o regulamento.
    E o fato da estrela da Mercedes ainda não estar no bico do carro do Ross. Afinal nunca foi segredo de que os bólidos eram "powered by Mercedes"

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