Guarulhos - Uma breve análise sobre os três representantes tupiniquins na tal da "categoria máxima do automobilismo".

Felipe Massa
- Massa largou na oitava posição e encerrou o GP da Alemanha em terceiro, atrás apenas da dupla da Red Bull. Manteve um ritmo de prova muito forte e conseguiu superar, na pista, a Brawn GP. Não é que a Ferrari tenha superado os carros brancos e seja a atual segunda força no grid: é que Massa está tirando leite de pedra com o F60, coisa que Kimi Räikkonen parece não se interessar em fazer.
O resultado do GP da Alemanha e a classificação do campeonato de pilotos mostra que, sim, Massa é o "melhor do resto". Como Jenson Button foi o "melhor do resto" em 2004, ficando atrás apenas da Ferrari de Michael Schumacher e de Rubens Barrichello, seu atual companheiro de equipe. A postura e a performance do brasileiro da Ferrari, que tem se agigantado desde o ano de 2008, longe de querer ser "um brasileirinho contra esse mundão todo", é digna de elogios e aplausos.

Rubens Barrichello
- Barrichello. É possível entender? Seu companheiro de equipe tem seis vitórias em nove corridas; você, nenhuma. Seu companheiro de equipe tem 23 pontos a mais do que você, e em apenas uma corrida - no GP da Inglaterra - você conseguiu reduzir minimamente esta diferença. Seu companheiro de equipe é o líder do Mundial, e você, fosse qual fosse o resultado na Alemanha, sairia como 4º colocado na classificação.
Ao mesmo tempo, sua equipe carece de uma performance decente e, além de já ter sido superada pela Red Bull, pilotos como Felipe Massa e Nico Rosberg vez ou outra superam os carros brancos. Sendo assim, quem a equipe deveria beneficiar? O que não venceu nenhuma em nove ou o que lidera o campeonato com uma eternidade na frente dos rivais?
É questão de lógica, de obviedade. Barrichello foi ridículo ao dizer que a equipe o prejudicou no GP da Espanha, quando ainda teoricamente não havia necessidade de jogo de equipe. Ali, o brasileiro perdeu por incompetência, não por estratégia de Ross Brawn. Mas disse a quem quisesse ouvir que "se houver jogo de equipe, eu penduro as chuteiras. Eu não preciso disso".
Óbvio que aconteceria. Como aconteceu na Alemanha, de forma velada. Pode-se questionar o sarcasmo de um "erro proposital" da Brawn, mas jamais questionar se um jogo de equipe, neste caso, é certo ou errado, porque é evidente que além de certo, é necessário. Você faz sua igualdade na pista. Se não foi capaz de fazer isso, não espere que a equipe faça por você e entenda que você merece "tempo" para mostrar que pode ser "tão bom quanto o outro".
É inacreditável que um cara com quase 40 anos na cara não tenha aprendido ainda como funciona a vida. Chega a dar pena a fraqueza e a incoerência de Barrichello, que não cumpre nem as expectativas, nem as ameaças. Ao menos, como bem lembrou o colega Daniel Médici, fez o tão prometido Moonwalk, de Michael Jackson: cruzou a primeira volta em primeiro e encerrou a prova em sexto. Chegou à Alemanha como vice-líder, e vai para a Hungria como quarto no Mundial de Pilotos. Um excepcional passo para trás.

Nelsinho Piquet
- Mais um desempenho fraco, apagado. Não dá para culpá-lo, apenas. Assim como não dá para culpar apenas a Renault. Fernando Alonso, quando vai para a SuperPole, larga com meio litro de combustível. Piquet, pela primeira vez na SuperPole em 2009, largou com um posto de gasolina em seu tanque. Junte isso ao fato de o brasileiro não ter as atualizações que o espanhol teve em seu carro e é evidente que seu desempenho será fraco. Como, de fato, foi: largou em décimo, chegou em 13º.
Aí a "Auto Motor und Sport" mencionou a chance de demissão do filho do Nelsão logo após o GP da Alemanha. Aí a Globo evitou o assunto durante todo o fim de semana. Aí o Galvão Bueno brotou do nada ontem dizendo com todas as letras que o Piquet havia sido demitido.
Pelo que foi possível entender, a afirmação do "narrador oficial" é baseada apenas em um suposto convite da Renault para que Lucas di Grassi fosse terceiro piloto da equipe já a partir do GP da Hungria, o que faz supor que Romain Grosjean, que ocupou tal função até o GP da Alemanha, seja oficializado como titular.
Só que em entrevista exclusiva ao brother Ico, Di Grassi disse que "não sabe de onde veio este rumor" e que ele "não foi procurado".
Fato é que o Galvão pode ter falado uma grande bobagem, ou dado uma notícia "em primeira mão", como ele mesmo disse. Mas o Piquet merece sair da Renault. Está desmotivado, não têm tido bons desempenhos e merece ser a prioridade de uma equipe que não centralize tudo em um bicampeão tão talentoso quanto mimado.
E enquanto todo mundo fala do Jaime Alguersuari (que antes de estrear já mostrou que é falastrão) na Toro Rosso, eu gostaria de ver o Nelsinho por lá.
(Edit - 15h12: Via Twitter, Piquet acabou de desmentir o Galvão. E o Ico, lá de Viena, soube de uma reunião entre piloto e equipe onde foi dada a chance de o brasileiro participar do GP da Hungria com o mesmo equipamento de Alonso. E assim, Galvão Bueno deu a maior barrigada de sua história na TV.)
1 comentários:
Taí uma pessoa contraditória, Rubens Barrichello chegou na Brawn feliz da vida e agora...
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