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23.12.10

2010

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Guarulhos
| E lá se vai mais um ano. 2010 foi bem movimentado e interessante no que chamo de "vida pública", que representa tudo o que está fora da minha vida pessoal.

No que diz respeito a este blog, a F-1, foi um ano excepcional. Se 2008 nos apresentou a decisão mais espetacular da década, 2010 trouxe o campeonato mais equilibrado e disputado por cima, por pilotos de altíssimo nível. De ruim apenas a nova pontuação, que é extremamente confusa e impossível de ser decorada, embora para efeito prático não seja tão diferente da pontuação anterior.

Sebastian Vettel foi um grande campeão, histórico, o mais jovem da história. Como grande foi a seleção da Espanha, campeã mundial de futebol pela primeira vez na história, e também Dilma Rousseff, eleita democraticamente em uma eleição igualmente histórica, já que será a primeira mulher a governar o Brasil. Três vitórias cheias de ineditismo e que no futuro certamente ganharão contornos românticos, bem mais interessantes do que hoje.

Mas grande também foi Mark Webber, em uma temporada onde finalmente se livrou da pecha de "Leão de Treino" e só não levou o título da F-1 por meros detalhes. Como gigantes também foram a seleção do Uruguai, que renasceu para o futebol mundial chegando à uma semifinal de Copa do Mundo, e Marina Silva, que levou 20% dos votos nas eleições presidenciais, provocou o 2º turno e firmou sua força política como alternativa respeitável para governar nosso país.

Como se vê, a grandeza não está presente apenas nas vitórias. Certas derrotas são tão cheias de brilhantismo que passam para a história como momentos gloriosos, não frustrantes. O que evidentemente não é o caso de Fernando Alonso, da Seleção Brasileira e de José Serra, os grandes derrotados de 2010. O espanhol foi um péssimo perdedor, da pior estirpe, tal qual alguns exemplares do time canarinho, como Felipe Melo e Dunga, por exemplo. Já o candidato do PSDB à presidência foi, do início ao fim, apático e sem vibração alguma, mesmo após a derrota, o que faz dele, também, um mau perdedor. Ou, pior ainda: um mau competidor.

Os assuntos mais importantes de 2010 tiveram protagonistas carismáticos e importantes, cada um a seu modo, e cada um dentro de suas situações. Exatamente como é a "vida real". A vida que vivemos no nosso universo, os nossos problemas, as nossas soluções.

Os nossos protagonistas. O nosso protagonismo.

Quem foram os grandes vencedores nas nossas vidas, neste ano? Quais foram nossas grandes vitórias? Quando fomos maus perdedores? Quando encontramos maus perdedores? Enfrentamos nossas dores de cabeça erguida? Celebramos nossas vitórias com humildade? Encaramos nossas derrotas com equilíbrio?

Sem nenhum receio de cair nos clichês habituais desta época do ano, é hora de sugerir e fazer uma reflexão interna sobre o que fomos neste 2010 e o que poderemos ser em 2011. Nós com nós mesmos. A vaidade e o orgulho não são barreiras intransponíveis quando nós nos dispomos a enxergar nossos próprios erros. Talvez diante dos outros, sim. Mas com nós mesmos, jamais.

Algumas pessoas tem a natureza mais rude. Outras são mais sentimentais. Eu não tenho vergonha de dizer que me enquadro neste segundo grupo, especialmente após o nascimento do meu pequeno filho, um garoto lindo que eu não deixo de amar, pensar e sonhar nem por um único dia sequer, nem por um único instante sequer, apesar de todas as dores pessoais que envolvem esta situação.

Mas, independente da natureza, é tempo de refletir sobre 2010 e fazer planos para o próximo ano. Não só planos profissionais ou materiais, mas também, e principalmente, planos humanos. Reais. Sobre o que realmente importa: amigos, família, filhos, pais, avós, colegas de trabalho, a própria personalidade. Identificar e eliminar erros, manter acertos. E principalmente, fazer todo o possível para não carregar o pior dos sentimentos: o arrependimento.

É importante não ter medo de mudar, de arriscar coisas novas e muito menos, de reconhecer erros e fazer o possível para corrigi-los, dentro e fora de si mesmo.

É essencial tentar consertar situações erradas, modificar atitudes equivocadas. Fazer do seu mundo um mundo melhor e mais justo. Sem o câncer que é o arrependimento, especialmente quando se trata de um arrependimento tardio e já insolucionável em função do tempo que normalmente perdemos alimentando nosso orgulho estúpido.

É hora de inovar. De recomeçar. O calendário sempre nos presenteia com novos ciclos a cada 365 dias. É absolutamente indispensável aproveitar isso. Sem medo.




Este blog volta em 2011, no mesmo ritmo de sempre, na mesma linguagem de sempre.

Seu autor, no entanto, carrega consigo a convicção de que o próximo ano não seguirá "o mesmo ritmo de sempre" e será, sim, completamente diferente.

Feliz Natal e um excelente Ano Novo para todos!


3 comentários:

  1. Mais um texto inspirado.
    A lista de ganhadores e perdedores é sublime, pelos nomes e pelas razões que listou.

    No aspecto pessoal posso dizer que foi uma no muito bom para mim em vários aspectos. Não posso reclamar.

    E lhe desejo, meu caro Hugo, que toda a felicidade do mundo inunde sua vida no próximo ano E que a graça e a luz daquele que faz aniversário amanhã recaia sobre você, sua esposa e seu primogênito.
    Abraços do seu fã.

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  2. Feliz natal a você também, querido!
    E um 2011 bem melhor que o 2010 (foi isso que pedi pra mim, pq assim, 2010, no geral FOI CHORÁVEL! hahahahaha)

    bejo

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  3. Obrigado, Ron e Ingryd! De verdade. Desejo o mesmo em dobro pra vcs!

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