Damon Hill (Arrows-Yamaha A18) - 1997

Guarulhos | O nº 1 estampado em destaque no carro de uma das equipes mais modestas do grid. Um campeão mundial a bordo de um carro pouquíssimo competitivo.
Foi assim que se escreveu uma das mais belas não-vitórias da história da F-1, no GP da Hungria de 1997, quando Damon Hill, campeão do ano anterior, liderou praticamente de ponta a ponta a etapa magiar. Seria a primeira vitória da sempre pequena Arrows, perdida na última volta por um problema mecânico no motor Yamaha que equipava o carro daquele ano.
Ao cruzar a linha de chegada em 2º lugar, Hill era o protagonista de uma estranha festa, que beirava entre o épico e o melancólico. A vitória simbólica, na prática, era apenas a segunda posição.
Mas era, também, o momento máximo da história da modesta equipe britânica na F-1. A cena mais emblemática. Aquela que nenhum fã da categoria consegue esquecer. Justamente no ano de estreia do controvertido Tom Walkinshaw no comando do time.
Walkinshaw morreu no último dia 12, aos 64 anos, vítima de câncer. Polêmicas à parte, foi um homem que dedicou toda a sua existência ao automobilismo, e cujo simbólico ponto alto na principal categoria deste esporte foi justamente neste GP da Hungria de 1997 - o dia em que, se um marciano desembarcasse na Terra e assistisse à prova, teria certeza de que aquela escuderia era uma das mais fortes do grid.
Por estas e outras é que a Arrous sempre foi uma espécie de segunda equipe de todos... Grande Walkinshaw
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