Guarulhos | Robert Kubica sofreu um acidente seríssimo no último domingo (6), durante a disputa do Rali Ronde di Andora, na Itália. Apaixonado pela categoria, o polonês vez ou outra se aventura em provas do gênero, normalmente com resultados competitivos. No entanto, trata-se unicamente de um hobby - ao contrário de Kimi Räikkönen, que se transferiu para o WRC e fará em 2011 sua segunda temporada.
As consequências do acidente foram muito, muito graves. Kubica segue em coma induzido, mais de 24 horas após o ocorrido. O lado direito de seu corpo foi seriamente afetado, com fraturas múltiplas na perna, no braço e principalmente na mão. Para se ter uma ideia do estrago, é só olhar a impressionante foto abaixo.

Robert perdeu o controle de seu Skoda Fabia e encontrou pela frente o começo de um guard-rail, que simplesmente atravessou o carro, atingindo o lado direito do corpo do piloto. O co-piloto, Jakub Gerber, por uma sorte incrível, nada sofreu. Tentem imaginar a dimensão do impacto.
O polonês passou por uma cirurgia de "reconstrução da mão direita". Hoje, surgiram notícias adicionais falando sobre "fraturas no ombro e no cotovelo direito", além das já citadas múltiplas fraturas na perna, no pé, no braço e na mão. Médicos usam termos como "fizemos o nosso melhor" e "estamos razoavelmente satisfeitos com a cirurgia".
A leitura correta que podemos fazer disso tudo, com toda a transparência e realismo, é a de que só por um milagre Kubica voltará a pilotar algum dia. Apesar de estar em estado delicado, o polonês não deve sofrer risco de morte. No entanto, sua carreira ao menos para a F-1, parece ter acabado.
Conversando com um amigo meu sobre o assunto, ouvi a frase que está até agora martelando em minha cabeça, apesar de ser óbvia: "Não consigo sentir pena de um cara que se destrói fazendo algo que claramente põe a vida em risco". O impressionante video abaixo sintetiza bem o termo "risco": o traçado e as condições da pista são realmente assustadores.
O polonês passou por uma cirurgia de "reconstrução da mão direita". Hoje, surgiram notícias adicionais falando sobre "fraturas no ombro e no cotovelo direito", além das já citadas múltiplas fraturas na perna, no pé, no braço e na mão. Médicos usam termos como "fizemos o nosso melhor" e "estamos razoavelmente satisfeitos com a cirurgia".
A leitura correta que podemos fazer disso tudo, com toda a transparência e realismo, é a de que só por um milagre Kubica voltará a pilotar algum dia. Apesar de estar em estado delicado, o polonês não deve sofrer risco de morte. No entanto, sua carreira ao menos para a F-1, parece ter acabado.
Conversando com um amigo meu sobre o assunto, ouvi a frase que está até agora martelando em minha cabeça, apesar de ser óbvia: "Não consigo sentir pena de um cara que se destrói fazendo algo que claramente põe a vida em risco". O impressionante video abaixo sintetiza bem o termo "risco": o traçado e as condições da pista são realmente assustadores.
Defendo o ponto de que Kubica estava fazendo o que gosta e nasceu para fazer. Mas foi só falta de sorte, mesmo? O que leva um piloto do calibre de Robert, tido como um dos mais completos e competentes da F-1 atual, vencedor de corrida e um daqueles nomes certos na lista de "futuros campeões mundiais", a disputar um rali nestas condições no meio da pré-temporada da categoria na qual compete e pela qual é contratado? Basta assistir ao vídeo. Será que o polonês não avaliou os riscos? Foi falta de sorte ou de juízo?
Neste ponto, a Renault também tem sua parcela de culpa. Não havia nenhuma razão para liberá-lo para a disputa de uma prova como esta justamente durante a pré-temporada, uma fase tão importante e crucial para o desempenho do R31 no Mundial. Claro que há quem defenda que Robert tem o direito de fazer o que quiser nas horas vagas. Mas antes de tudo, ele é um profissional de uma categoria que movimenta milhões em dinheiro - e alguns destes milhões estão em sua conta, neste momento. Por que, então, se expor a tamanho risco? Por que a equipe também não calculou este risco?
Este assunto é para um longo debate. A história está repleta de pilotos de F-1 que sempre se aventuraram em outras categorias. Kubica não é o único. Há Räikkönen, Michael Schumacher, Johnny Ceccoto, John Surtees, Valentino Rossi e vários outros. Mas é necessário haver um certo limite nessa brincadeira.
Confesso que estou muito triste por ver um dos pilotos mais fortes da F-1 nesta condição. Infelizmente, para mim é muito claro que a carreira de Kubica na categoria chegou ao fim, e confesso que é difícil processar uma informação dessas. Nesta altura, pouco importa quem será seu substituto, seja ele Bruno Senna ou qualquer outro.
Torço muito para estar completamente enganado, mas acho que tanto a F-1 quanto nós, fãs, perdemos uma peça valiosa. Ao menos a vida do polonês foi salva. A um preço muito alto, mas foi salva. Acho que é isso o que importa agora.

Neste ponto, a Renault também tem sua parcela de culpa. Não havia nenhuma razão para liberá-lo para a disputa de uma prova como esta justamente durante a pré-temporada, uma fase tão importante e crucial para o desempenho do R31 no Mundial. Claro que há quem defenda que Robert tem o direito de fazer o que quiser nas horas vagas. Mas antes de tudo, ele é um profissional de uma categoria que movimenta milhões em dinheiro - e alguns destes milhões estão em sua conta, neste momento. Por que, então, se expor a tamanho risco? Por que a equipe também não calculou este risco?
Este assunto é para um longo debate. A história está repleta de pilotos de F-1 que sempre se aventuraram em outras categorias. Kubica não é o único. Há Räikkönen, Michael Schumacher, Johnny Ceccoto, John Surtees, Valentino Rossi e vários outros. Mas é necessário haver um certo limite nessa brincadeira.
Confesso que estou muito triste por ver um dos pilotos mais fortes da F-1 nesta condição. Infelizmente, para mim é muito claro que a carreira de Kubica na categoria chegou ao fim, e confesso que é difícil processar uma informação dessas. Nesta altura, pouco importa quem será seu substituto, seja ele Bruno Senna ou qualquer outro.
Torço muito para estar completamente enganado, mas acho que tanto a F-1 quanto nós, fãs, perdemos uma peça valiosa. Ao menos a vida do polonês foi salva. A um preço muito alto, mas foi salva. Acho que é isso o que importa agora.

Não sei Hugo, no passado os pilotos participavam de corridas da F1 no Domingo e de outras categorias durante a semana e quando não havia F1. Alguns perderam a vida fazendo isto. Clark, se não me engano foi um deles.
ResponderExcluirPace morreu pilotando um avião. E por lazer!
Foi uma tremenda fatalidade. Poderia ser andando de bicicleta, como no caso do Webber.
Ou comendo um enroladinho de presunto como o Bonhan, do Zep... Ah. Esqueça as trinta e duas doses de vodica com laranja que ele entornou junto.
Quem corre, seja em que categoria, já não é dos mais ajuizados né... Eu ia falar exatamente isso, se você viu o vídeo da câmera on-board de um dos carros, o que vinha atrás do Kubica. Dá pavor o traçado, cabe exatamente o carro ali.
ResponderExcluirÉ até estranho falar em falta de sorte vendo a foto, se o guard-rail entrasse uns 10 centímetros mais para a esquerda teria pego ele em cheio, no meio do peito. Mas considero azar sim, acho que o cara tem direito a fazer o que gosta sem aquela pressão por resultados como é na Fórmula 1.
Ass.: Chão-Quente.