
Guarulhos | Nick Heidfeld, 33 anos, 172 corridas, 6 equipes, 12 pódios, uma pole, nenhuma vitória. Este alemão de Monchengladbach parece estar sempre no lugar certo e na hora certa - ao menos para assegurar um lugar na F-1, categoria na qual se tornou conhecido e respeitado, mas jamais conseguiu ser um dos grandes.
Quem aqui arrisca dizer que esta é a última chance de Nick? Piloto experiente, rápido, extremamente técnico e competente, o ex-piloto de Prost, Sauber, Jordan, Williams e BMW é sempre desejado como parte da estrutura de uma equipe vencedora justamente por sua experiência e capacidade de transmitir dados precisos ao time a respeito do carro que pilota. A última boa fase da Williams foi com ele. A melhor fase da extinta BMW, também teve participação dele. Até os últimos títulos mundiais da McLaren antes de Lewis Hamilton tiveram sua participação, bem como o bom desempenho da Sauber no final da temporada passada.
No entanto, Heidfeld sempre esteve à sombra. Na McLaren do início da década de 00, era test-driver. Na Sauber de 2001, viu seu companheiro Kimi Räikkönen ser o substituto de Mika Häkkinen no time de Ron Dennis logo no ano seguinte. Na Williams de 2005, apesar do bom desempenho, quem ganhou a transferência para a Red Bull foi seu companheiro Mark Webber. Na BMW, completou a única dobradinha do time, no GP do Canadá de 2008. O vencedor? Robert Kubica, que lutou pelo título até o fim da temporada. Na Sauber de 2010, nem é preciso dizer: Kamui Kobayashi já havia se transformado em herói quando o alemão substituiu Pedro de la Rosa.

Agora, mais uma vez, Nick tem a missão de substituir alguém. Justamente Kubica, seu ex-companheiro de equipe. No duelo interno com Vitaly Petrov, a não ser por uma enorme excessão, não é preciso ser nenhum gênio para concluir que o alemão levará a melhor. O grande "X" da questão, aqui, é outro: o inovador R31 dá indícios de que, se levado ao limite, pode lutar por resultados grandiosos, como constantes pódios e até mesmo vitórias.
Kubica, sabidamente um dos melhores pilotos do grid, seria capaz disso, sem sombra de dúvidas. No entanto, conseguirá Heidfeld, um piloto cujo único recorde é o de maior número de corridas disputadas sem nenhuma vitória, atingir este nível de resultados? O alemão já mostrou ser capaz de extrair do carro exatamente o que ele pode oferecer. O diferencial que separa pilotos comuns de pilotos vencedores, aquele de extrair mais do que o equipamento pode dar, claramente é algo que falta a Nick.
O risco que fica, evidentemente, é o de um projeto aparentemente forte como o da Renault não ser bem aproveitado pela ausência de um nome de primeira linha no cockpit nº 1 do carro preto e dourado.
Não que Heidfeld não tenha sido a melhor opção. Mas talvez um nome promissor como o de Kamui Kobayashi fosse uma escolha melhor.
De qualquer forma, resta saber até onde o substituto de Kubica pode levar este belo e veloz R31 ao longo da temporada de 2011.
Quem aqui arrisca dizer que esta é a última chance de Nick? Piloto experiente, rápido, extremamente técnico e competente, o ex-piloto de Prost, Sauber, Jordan, Williams e BMW é sempre desejado como parte da estrutura de uma equipe vencedora justamente por sua experiência e capacidade de transmitir dados precisos ao time a respeito do carro que pilota. A última boa fase da Williams foi com ele. A melhor fase da extinta BMW, também teve participação dele. Até os últimos títulos mundiais da McLaren antes de Lewis Hamilton tiveram sua participação, bem como o bom desempenho da Sauber no final da temporada passada.
No entanto, Heidfeld sempre esteve à sombra. Na McLaren do início da década de 00, era test-driver. Na Sauber de 2001, viu seu companheiro Kimi Räikkönen ser o substituto de Mika Häkkinen no time de Ron Dennis logo no ano seguinte. Na Williams de 2005, apesar do bom desempenho, quem ganhou a transferência para a Red Bull foi seu companheiro Mark Webber. Na BMW, completou a única dobradinha do time, no GP do Canadá de 2008. O vencedor? Robert Kubica, que lutou pelo título até o fim da temporada. Na Sauber de 2010, nem é preciso dizer: Kamui Kobayashi já havia se transformado em herói quando o alemão substituiu Pedro de la Rosa.

Agora, mais uma vez, Nick tem a missão de substituir alguém. Justamente Kubica, seu ex-companheiro de equipe. No duelo interno com Vitaly Petrov, a não ser por uma enorme excessão, não é preciso ser nenhum gênio para concluir que o alemão levará a melhor. O grande "X" da questão, aqui, é outro: o inovador R31 dá indícios de que, se levado ao limite, pode lutar por resultados grandiosos, como constantes pódios e até mesmo vitórias.
Kubica, sabidamente um dos melhores pilotos do grid, seria capaz disso, sem sombra de dúvidas. No entanto, conseguirá Heidfeld, um piloto cujo único recorde é o de maior número de corridas disputadas sem nenhuma vitória, atingir este nível de resultados? O alemão já mostrou ser capaz de extrair do carro exatamente o que ele pode oferecer. O diferencial que separa pilotos comuns de pilotos vencedores, aquele de extrair mais do que o equipamento pode dar, claramente é algo que falta a Nick.
O risco que fica, evidentemente, é o de um projeto aparentemente forte como o da Renault não ser bem aproveitado pela ausência de um nome de primeira linha no cockpit nº 1 do carro preto e dourado.
Não que Heidfeld não tenha sido a melhor opção. Mas talvez um nome promissor como o de Kamui Kobayashi fosse uma escolha melhor.
De qualquer forma, resta saber até onde o substituto de Kubica pode levar este belo e veloz R31 ao longo da temporada de 2011.
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