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Fevereiro 02, 2011

Os novos carros para 2011

Guarulhos | Das 12 equipes inscritas no Mundial de 2011 da F-1, oito já mostraram com que cara vão para o próximo campeonato - entre elas a Red Bull, atual campeã de Pilotos e Construtores.

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Até aqui, além da já citada equipe austríaca, Ferrari, Sauber, Lotus, Renault (chamaremos a equipe assim até a decisão da justiça entre as "duas Lotus"), Toro Rosso, Mercedes e Williams exibiram seus novos carros. E chama bastante a atenção a distinção entre os modelos.

A maior parte dos projetistas buscou soluções próprias para suas equipes. Até mesmo Adrian Newey, responsável pelo fenomenal RB6 que assombrou a concorrência em 2010, exibiu inovações aerodinâmicas, como na "meia-bigorna" na parte traseira do carro, algo inédito até então, bem como a asa traseira arredondada na parte inferior. Com o novo RB7, Sebastian Vettel, atual campeão mundial, foi o mais veloz no primeiro dia de testes em Valência, na Espanha, na última terça-feira (1º).


Já a Ferrari - que, imagina-se, seja a grande rival da equipe dos energéticos em 2011 -, trouxe no F150 um design pouco inovador, embora aparentemente mais limpo e compacto do que o F110. Fernando Alonso fechou a tabela de tempos na frente no segundo dia de testes em Valência, nesta quarta-feira (2), para aumentar o otimismo da turma de Maranello.

A Mercedes, por sua vez, veio com uma pintura ainda mais bela que a de 2010 e também chamou a atenção pelo arrojo aerodinâmico - sobretudo o "bico de pato" sustentando o aerofólio dianteiro, bem como as linhas pontudas em toda a parte frontal do W02. Do cockpit para trás, pouca coisa mudou: os traços seguem conservadores, e mesmo o aerofólio traseiro sofreu poucas modificações.


A nova Renault foi uma das equipes que mais inovou. Além da já conhecida pintura preta e dourada (com um destoante e bizarro vermelho nos aerofólios), a equipe trouxe variações radicais em comparação ao carro de 2010: o R31 tem linhas acentuadas, um bico alto e que mais remete à ponta de uma flecha, a carenagem também com um bico e sem a "bigorna", e o aerofólio traseiro semelhante ao da Red Bull, curvado em sua base. Talvez seja o carro mais "diferente" dos oito já apresentados até aqui. Sinal de resultados excelentes ou de fracasso completo...

O mesmo se pode dizer da nova Williams. A exemplo da Renault, o FW33 também tem linhas pontudas, ainda mais arrojadas que o do R31. No entanto, o que mais chamou a atenção, além da belíssima pintura de testes, foi a ausência quase total de patrocinadores. Um sinal preocupante para uma equipe que vendeu uma de suas vagas justamente em função dos petrodólares da PDVSA, estatal venezuelana que banca a participação de Pastor Maldonado no time. O resultado inicial foi preocupante: 11º e antepenúltimo lugar para Rubens Barrichello no primeiro dia de testes na Espanha.

Sauber e Toro Rosso foram as equipes mais conservadoras até aqui. Com linhas tradicionais e nada ousadas, ambos os times, no entanto, parecem ter um futuro bastante diferente. A escuderia de Peter Sauber conta com um dos mais promissores pilotos do grid, Kamui Kobayashi, e com um motor Ferrari que sempre parece se encaixar feito uma luva nos carros suíços. Além disso, a chegada de Sergio Pérez trouxe uma enxurrada de patrocinadores cujo dinheiro ajudará no desenvolvimento do C30 ao longo da temporada.

Dinheiro, obviamente, não é o problema da Toro Rosso, mantida pela Red Bull. No entanto, desde que a escuderia italiana passou a construir seus próprios carros ao invés de usar atualizações da matriz austríaca, a queda vertiginosa de desempenho é cada vez mais flagrante. Longe de ser uma equipe grande, a STR flertava mais com o pelotão intermediário do que com as últimas posições. Mas em 2011, o fundo do grid parece ser o destino da ex-Minardi. O STR6 é basicamente o mesmo carro de 2010, com o acréscimo do Kers, que volta a ser utilizado neste ano.

Por fim, a Lotus, cheia de pompa e com um carro que é de longe o mais belo do grid, na opinião deste blogueiro. O T128 parece ter nascido para ser um enorme passo à frente nesta nova jornada da escuderia britânica. Com um perfil aerodinâmico muito semelhante ao do novo carro da Red Bull e empurrado pelo motor Renault, também chamou a atenção o aumento considerável na quantidade de patrocinadores do time. Ao contrário das demais novatas que estrearam em 2010, o time de Tony Fernandes trabalha firme e consistentemente para voltar a ser grande em um curto prazo de tempo.


(Todas as fotos em alta resolução. Clique para ampliá-las!)

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