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29.1.12

Rubens e a Indy



Barrichello faz molde do banco de carro da KV: nova fase na Indy?

Guarulhos | Nesta segunda-feira, Rubens Barrichello sentará as ancas em um carro da Indy pela primeira vez em sua carreira. O brasileiro testará amanhã e terça-feira (31) o novo chassi Dallara-Chevrolet DW12 que a categoria usará a partir desta temporada. A equipe pela qual Rubens guiará será a KV, onde corre o amigo e antigo parceiro Tony Kanaan.

O teste será realizado no circuito misto de Sebring, na Flórida - o mesmo no qual Ayrton Senna deu algumas voltas com o Penske de Emerson Fittipaldi em 1992. De acordo com Barrichello, os donos da KV estarão presentes no autódromo - "e dono de equipe normalmente não vai a teste", como disse o próprio em entrevista ao jornal "Estado de S. Paulo" publicada neste domingo (29).

É como juntar dois mais dois. Os boatos que levam Rubens à Indy são quase tão antigos e intensos quanto os constantes rumores a respeito de sua aposentadoria. Ambos se arrastam, pelo menos, desde 2005. O ex-piloto da Williams, sem espaço na F-1, já deixou claro que se gostar do carro e do ambiente, correrá na categoria. Os donos da equipe estarão presentes no circuito e, vale ressaltar mais uma vez, a KV é a casa do sempre agregador Tony Kanaan, piloto rápido, talentoso e dono de muito respeito dentro do universo da Indy. No mais, é notório o fato de Barrichello ser apaixonado pelos USA e seu "American Way of Life".

Toda a equação é perfeita. Apenas um único ponto parece capaz de impedir o início desta nova fase na carreira do brasileiro: um mau desempenho nos testes - algo que, convenhamos, parece bastante improvável. Rubens é um piloto veloz, capacitado e talentoso o suficiente para já entrar na Indy brigando pelas primeiras posições. E se é verdade que a categoria norte-americana não é mais o antigo asilo de ex-pilotos de F-1 que foi até meados da década de 90, também é verdade que a gana de Barrichello em se manter em atividade disputando uma competição de primeiro nível é capaz de superar isso.

Confesso que vou torcer para que o casamento ocorra e dê certo. Seria positivo para todas as partes e, sem dúvida, um dos grandes atrativos da temporada do automobilismo em 2012. Quem sabe seja a grande chance de Rubens reconstruir sua imagem tão desgastada com o torcedor brasileiro.

Quem sabe...

Kanaan guia carro da KV em 2011

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18.1.12

O mais belo


Guarulhos | A carreira recém-encerrada de Rubens Barrichello rendeu diversos assuntos, polêmicas, glórias, fracassos e, sobretudo, imagens.

Foram 19 longas temporadas, e para reescrever a história daquele que iniciou sua jornada na F-1 no distante ano de 1993, é preciso, literalmente, mergulhar em uma saborosa viagem no tempo.

A corrida de estreia de Rubens na categoria, por exemplo, foi a última da categoria na África do Sul, no tradicional circuito de Kyalami. Entre os pilotos que dividiram a pista com o brasileiro estavam Alain Prost, Ayrton Senna, Riccardo Patrese, Derek Warwick, Michele Alboreto e Andrea de Cesaris - nomes que parecem fazer parte de outra era.

Os carros. Foram nada menos que 19 modelos diferentes por seis equipes: quatro da Jordan, três da Stewart, seis da Ferrari, três da Honda, um da Brawn GP e, por fim, dois da Williams. Destas, apenas Ferrari e Williams ainda seguem na F-1.

Qual foi o mais belo carro guiado por Barrichello? Difícil escolher. Pessoalmente, gosto bastante da Jordan de 1996, da Brawn de 2009 e da Williams de 2010.

E para você, qual dos 19 carros abaixo é o mais bonito da carreira de Rubens? Clique nas imagens para ampliá-las e vote aqui nos comentários (ou na enquete ao lado).

Enjoy!

Jordan-Hart 193 (GP da Europa, 1993)


Jordan-Hart 194 (GP de San Marino, 1994)


Jordan-Peugeot 195 (GP de San Marino, 1995)


Jordan-Peugeot 196 (GP de Mônaco, 1996)


Stewart-Ford SF1 (GP de Mônaco, 1997)


Stewart-Ford SF2 (GP da Áustria, 1998)


Stewart-Ford SF3 (GP de Mônaco, 1999)


Ferrari F1-2000 (GP da Bélgica, 2000)


Ferrari F2001 (GP do Canadá, 2001)


Ferrari F2002 (GP da Itália, 2002)


Ferrari F2003-GA (GP do Japão, 2003)


Ferrari F2004 (GP do Brasil, 2004)


Ferrari F2005 (GP da Hungria, 2005)


Honda RA106 (GP da Europa, 2006)


Honda RA107 (GP dos EUA, 2007)


Honda RA108 (GP do Bahrein, 2008)


Brawn-Mercedes BGP001 (GP da Alemanha, 2009)


Williams-Cosworth FW32 (GP de Mônaco, 2010)


Williams-Cosworth FW33 (GP da Austrália, 2011)

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16.1.12

Barrichello

Leia também:

Guarulhos | Depois de bancar o Highlander e surpreender a todos em pelo menos duas ocasiões nas quais sua aposentadoria era dada como certa, parece que finalmente é possível afirmar, sem medo de errar, que o ciclo de Rubens Barrichello na F-1 chegou ao seu final.

19 anos. Do GP da África do Sul de 1993 ao apagado GP do Brasil de 2011, Rubens passou por Jordan, Stewart, Ferrari, Honda, Brawn GP e Williams. Conquistou 11 vitórias - algumas delas verdadeiramente memoráveis -, 14 pole-positions, 17 voltas mais rápidas e 658 pontos, sendo duas vezes vice-campeão mundial, em 2002 e 2004.

Há os que atiram pedras como também há os que dão um valor maior do que o real. Barrichello é assim: desperta as mais variadas reações por onde passa. Sua obra dentro do universo da F-1 é extensa e complexa demais para ser analisada em um texto que marca o fim de sua trajetória em uma categoria que, pode se dizer, o consagrou.

Somente o tempo dirá qual será o papel real de Rubens na história. É impossível avaliar isso agora. Gostaria, apenas, que ele tivesse um final de carreira digno de sua importância - pelo menos da importância que eu acho que ele tem. Confesso que será estranho não ler mais seu nome nem vê-lo mais nos próximos GP's.

Por isso, prefiro apenas relembrar uma de suas atuações mais brilhantes - sem dúvida sua maior e mais bela obra.

Valeu, Rubens.


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Senna e a Williams

Guarulhos | Sem causar muito espanto, a Williams anunciou nesta segunda-feira (16) que Bruno Senna será o companheiro do venezuelano Pastor Maldonado na equipe britânica em 2012. De acordo com a imprensa europeia, Bruno levou para os cofres do time cerca de 30 milhões de dinheiros brasileiros - a maior parte financiada pelo empresário Eike Batista.

Analisando friamente, a princípio, é um negócio muito, muito ruim para uma das escuderias mais tradicionais da F-1 e que pretende retornar ao topo a médio prazo. Um piloto para lá de mediano como Maldonado e outro inexperiente e pouco brilhante como Senna inspiram pouca ou nenhuma confiança no futuro do time que será "powered by Renault" no próximo campeonato (ao menos uma boa notícia).

Por esta ótica, os nomes de Rubens Barrichello e Adrian Sutil soariam muito mais lógicos e convenientes. Mas a lei na Williams do século XXI é voltada tão somente para o dinheiro. Uma espécie de Lotus - a verdadeira, que morreu em 1994 - se repetindo diante de nossos olhos.

Pode ser que dê certo, que o novo carro seja razoavelmente rápido e que Bruno, pela primeira vez começando uma temporada desde o seu real início - participando dos testes, moldando o carro ao seu estilo de pilotagem, etc - tenha uma trajetória de sucesso na escuderia de Grove. Mas o caminho natural não parece indicar absolutamente nada neste sentido.

(Em tempo: posso estar completamente enganado, mas fico com a sensação de que a escolha por Bruno teve, além do peso financeiro, um peso também emocional. Frank Williams já demonstrou claramente em diversas oportunidades o quanto ainda sente pelo acidente fatal de Ayrton Senna, em 1994, a bordo de um de seus carros. Talvez - e apenas talvez - tenha sido uma forma de Frank se entender consigo mesmo e com os fantasmas que lhe assombram

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15.1.12

Nova fase

Guarulhos | Não era para ser um intervalo. Há 8 meses e 4 dias atrás, quando encerrei o blog, honestamente não pensava em retomá-lo. Foi uma decisão pensada, avaliada e refletida durante semanas, até o desfecho no texto abaixo.

A disposição para dedicar gratuitamente meu tempo livre apenas pela paixão de escrever dependia - e continua dependendo - do meu estado emocional. Eu precisava me organizar e identificar meu papel na vida e no universo que me cerca. No momento em que encerrei o blog, me via completamente desorientado e vivendo um momento extremamente turbulento no campo pessoal, naquela que talvez tenha sido a fase mais complicada dos últimos 26 anos.

As coisas fugiram completamente do meu controle e não havia qualquer sentido em levar a sério um projeto como o do BRF1. Diante da gravidade das situações daquele período, chegava a me sentir culpado por "perder tempo" falando sobre algo que não mudaria em nada a minha vida.

2011 foi o pior ano da minha vida, sem dúvida alguma. Foi difícil continuar de pé. Fraquejei e caí diversas vezes, mas tive forças para me reerguer quantas fossem as minhas quedas.

Assim, consegui superar uma tempestade que parecia interminável e abri um novo ciclo. Encontrei um ponto de equilíbrio que provavelmente jamais consegui atingir antes. E por voltar a sentir prazer e confiança na vida, voltei a sentir falta e a me interessar pelas coisas que sempre me fizeram bem.

Escrever é uma delas. Escrever neste blog, principalmente.

Também foi uma decisão pensada durante quase 1 mês. E tomada hoje, sem o menor resquício de dúvida, com absoluta certeza e segurança de que assim como na minha própria vida, inicio aqui hoje uma nova fase que certamente será muito mais legal do que a que encerrei em Maio de 2011.

Os velhos amigos continuam sendo bem-vindos, assim como os novos que estão por vir.

Renovada. É assim que está a minha vida. E é assim que estará o BRF1, a partir de agora.